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Atuando há cerca de um ano, os núcleos regionais do Observatório dos Direitos Indígenas – ODIN, nas regiões Nordeste e Mato Grosso do Sul, encerram 2011 com um balanço positivo das ações em prol das comunidades indígenas assistidas pelos dois núcleos (veja entrevista nas páginas 2, 3 e 4).
Lançado no dia 25/2, o ODIN/MS, com sede na cidade de Dourados, teve suas ações direcionadas, principalmente, a combater a criminalização de lideranças, interpelar o Estado pela omissão e o abandono de aldeias e atuar como mediador dos conflitos causados pelas disputas de terras na região. Os povos Guarani e Kaiowá foram os mais assistidos devido à fragilidade em que se encontram estas populações e a consequente forte incidência de casos de violações de seus direitos.
Já o ODIN/NE, começou a funcionar meses antes, em novembro de 2010, por meio de uma parceria com a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme). Durante todo esse período, foi possível acompanhar processos de criminalização e mandados de prisão preventiva de lideranças da região e assessorar a Apoinme, principalmente em discussões sobre a situação da regularização fundiária de terras indígenas na região Nordeste. Povos como Fulni-ô, Capinauá, Cambiuá, Tuxá, Tupinambá de Olivença e Pankararu estiveram entre os assistidos.
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